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Os Grandes Devotos | |||
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Leão XII declarou Santa Filomena, a Grande Taumaturga 19º Século.
Gregório XVI. Nomeou-a Padroeira do Rosário Vivo e concedeu-lhe o culto Universal.
Pio IX. Milagrosamente curado pela Santa. Quando ele se tornou Papa, fez uma peregrinação ao santuário dela no dia 7 de Novembro de 1849.
Leão XIII. Enquanto Cardeal, fez duas peregrinações ao Santuário.
S. Pio X Elevou a Pia Arquiconfraria de Santa Filomena no dia 21 de Maio de 1912, a uma pia Arquiconfraria Universal.
Serva de Deus, irmã Maria Luísa de Jesus. Uma fervorosa devota da Santa. Ela fundou em Nápoles a ordem religiosa das Irmãs de Nossa Senhora das Dores e de Santa Filomena. O Santo Cura d’Ars. Grande devoto de Santa Filomena, ele difundiu a sua devoção pela França. Ven. Paulina Jaricot. Fundadora do Rosário Vivo e da Propagação da Fé, ela foi milagrosamente curada por Santa Filomena no dia 10 de Agosto de 1835, e colocou-a como o Padroeira dos Padres Missionários. O Abençoado Bartolomeu Longo. Devoto da Pequena Santa, ele colocou sob o seu patronato, Opere Pompeane. S. Pedro Juliano Eymard, S. Pedro Chanel, Stº. António Maria Claret, Stª. Madalena Sofia Barat, St. Eufrásia Pelletier, S. Francisco Xavier Cabrini, St. João Nepomucene Neumann, Abençoada Ana Maria Taigi. Visitantes famosos Roma distinguiu-se entre todas as cidades pela sua devoção entusiástica. A jovem Santa tinha vivido e tinha sofrido entre os seus muros. Há muito enterrada no seu tumulo, o nome dela voltou a ser consagrado com excepcional glória. Curas maravilhosas aumentariam a confiança popular na pequena mártir. Por exemplo, a Dezembro de 1833, a freira franciscana, irmã Maria Jesualda Garelli, foi virtualmente ressuscitada virtualmente após ter chegado o fim da sua agonia. Enquanto isso, numa pobre casa no fundo duma ruela da cidade, foi curada uma pequena menina; a avó dela, Ana Maria Taigi, agora beatificada, era uma devota serva de Santa Filomena. O marido da beata Ana Maria Taigi relatou um milagre durante o seu processo de beatificação: "Eu recordo que Peppina, a pequena menina de Sofia (Sofia era a filha primogénita do casal), tinha danificado um dos seus olhos. Os cirurgiões diziam que a pupila estava rasgada, e não lhe ofereciam nenhuma esperança de cura. A serva de Deus fez o sinal da cruz com um pouco de óleo de Santa Filomena, colocou a sua mão na cabeça da criança e mandou-a para a cama. Peppina dormiu muito bem, sem qualquer dor; na manhã seguinte o olho dela estava tão perfeitamente sarado curado que ela pôde ir para a escola com a piedosa Professora de Jesus. O cirurgião não podia acreditar nisto; ele insistiu em fazer vários testes para estar seguro de que ela pudesse ver." No mesmo livro, o biógrafo de Ana Maria Taigi declara que a religiosa mãe invocava diariamente a pequena mártir das catacumbas e fazia com que a sua família a invocasse. Ela colocou o quadro dela na sua casa; é provável, a julgar pelo milagroso evento acima relatado, que de tempos a tempos uma lâmpada ardia em face do quadro. No seu leito de morte, Ana Maria Taigi, um modelo das mães Cristãs, tendo dado as suas últimas recomendações aos seus filhos, “os colocou sob especial protecção de Santa Filomena, cuja devoção ela sempre tinha propagado." A lista de peregrinos laicos e eclesiásticos quase não tem fim, como prova o registo do Santuário. Alguns dos nomes incluem; o General Pedro Vial, o Duque de Marigliano; o Padre Antonino Monnin, S.J., primeiro biógrafo do Cura de Ars; Melanie Calvat, vidente de La Salette, que era Irmã Maria da Cruz na altura da sua visita; o Padre Alexandre Vincente Jandel, superior geral dos Dominicanos e um dos primeiros discípulos de Lacordaire; O Padre Luís Petit, director da Arquiconfraria de Santa Filomena e apóstolo ardente da Santa; Dom Sebastião Wyart, abade geral dos Cistercienses Reformados; e muitos mais. Os reis e as rainhas não foram os únicos a vir e venerar a vítima do César pagão. O Rei Fernando das duas Sicilias fez frequentes visitas ao Santuário e enriqueceu-o com generosos donativos e privilégios. Diz-se que a esposa, Beata Maria Cristina da Savoy, que estava para morrer em odor de santidade obteve o nascimento do Rei Francisco II pelas suas orações à Santa de Mugnano. O Rei Fernando estabeleceu depois uma Missa diária no altar do relicário para a falecida princesa. Testemunhos dados no seu processo de beatificação demonstraram claramente a sua forte devoção a Santa Filomena. Ela foi beatificada pelo Pio IX. Maria Teresa da Áustria vestiu a estátua de cera com um sumptuoso manto. A Rainha de Nápoles deu uma honra ainda maior a Filomena; imitando as matronas romanas que, depois da execução das Santas vítimas, que iam lavar as suas feridas ou recolher o seu sangue com esponjas ou panos, ela colocou o frasco de vidro que continha o sangue da pequena virgem num relicário prateado e dourado decorado com esplêndidas granadas. Aquele sangue do qual permaneceu um pouco de pó enegrecido, foi desde o inicio especialmente venerado pelos peregrinos que às vezes clamavam ter visto uma dentro deste uma coloração misteriosa. Em 1835 a Rainha Maria Amélia, esposa do Rei Luís Filipe de França, doou um manto real a Filumena. Todo um conjunto de literatura sobre Filomena começou a
aparecer. Em 1824, Dom Francesco di Lúcia
escreveu o
seu segundo volume do Relato Histórico da Transladação e dos eventos
que
resultaram desta. Então, o reitor da
igreja de Nossa Senhora de Grasace, Monsenhor Januário Ipólito, dedicou
quase
oitenta páginas das suas Memórias ao relato dos milagres operados pela
intercessão da Santa. Além de narrar um
grande numero deles em várias partes ao
longo do livro, ele incluiu mais cem no capítulo 25, especialmente
reservado
para aquele propósito. Nunca a menos importante, a cabeça da Igreja não tem pressa em assuntos tão sérios e extraordinários. Ele decidiu esperar mais tempo, submeter os dossiers para exame e fundar a sua convicção pessoal em provas evidentes - numa só palavra, permitir que a experiência, o tempo e o Céu continuem o seu trabalho de demonstração inegável. Homenagem dos Papas Em Mugnano, a novena anual tinha sido inaugurada para comemorar a Transladação de Filomena. Uma estátua de madeira, um presente do Cardeal-arcebispo de Nápoles, seria levada na procissão da maneira habitual. Nenhum ornamento novo tinha sido adicionado com excepção dum leve relicário que continha um pedaço de osso, suspenso pelo pescoço por uma fita. Mas após alguns passos apenas, os portadores declararam que a pia imagem tinha ficado tão pesada que eles não podiam prosseguir. Muitos daqueles que assistiam apressaram-se a dar uma mão para ajudar os homens, mas sem proveito. Eles foram obrigados, e com grande dificuldade, a voltar para a igreja com a estátua. Isto foi precisamente aquilo que tinha acontecido antes, em 1805 quando chegaram as relíquias. A estátua atraiu imediatamente o olhar e a atenção de todos. O rosto parecia assumir a expressão duma pessoa viva e estava com uma cor vermelha rosada. Tais eventos no começo da novena excitaram a curiosidade das pessoas e provocaram muitos comentários. Os peregrinos dos dias seguintes começaram a afluir de lugares distantes, e continuaram a vir durante os nove dias. Três deles ajoelharam-se perante a estátua; eles não tinham podido venerar os santos restos que estavam coberto por um véu. Um destes homens, natural de Monteverdi, pensou ter visto no rosto um minúsculo bola que disse brilhar como cristal na zona do queixo. Ele tentou alcançá-la para lhe tocar. Essa pérola derreteu-se entre os dedos dele como uma gota de óleo escorregadio. Intrigados, os seus companheiros contemplaram mais cuidadosamente a estátua e viram uma espécie de transpiração exsudar da cabeça. Esta era tão abundante que depois de inundar ambos os lados da face, fluiu até ao peito. Estes peregrinos chamaram imediatamente as pessoas que estavam presentes na igreja. Dom Francesco di Lúcia e o pastor de Mugnano apressaram-se e, extremamente comovidos, observaram o prodígio único. A misteriosa efusão localizada na cabeça e no peito da venerável estátua, deixou o resto do corpo intacto. Era como um untuoso maná. A notícia desta maravilha depressa se espalhou. As pessoas do local e estrangeiros encheram o Santuário. Para satisfazer a sua piedosa curiosidade, a estátua foi colocada no chão da igreja e rodeada com velas. As pessoas expressaram a sua surpresa com aclamações, lágrimas e orações. Os sinos foram tocadas para proclamar o evento a todo o país. A multidão ainda estava a crescer quando outra particularidade, não menos surpreendente, foi notada. A fita cor de rosa ao qual o relicário estava suspenso, e que não tocou de forma alguma a parte humedecida, estava agora também impregnada num líquido aromático. Todo o mundo inspirou este encantador incenso, mais precioso do que os mais finos perfumes. Quando o primeiro momento de surpresa tinha passado, os observadores que desejavam verificar as coisas mais seriamente (incluindo, sem duvida alguma, alguns generosos cépticos) fizeram várias pequenas experimentações. Eles humedeceram as partes da estátua que tinham permanecido intactas e viram-nas secar imediatamente. Então eles limparam persistentemente o estranho suor, mas este renovava-se incessantemente entre as suas mãos. Os peritos sucederam-se uns aos outros, numerosos e atentos. Vendo que a maravilha persistia, nenhuma explicação puramente natural parecia possível. Durante três dias inteiros a maravilha era visível e acessível a todo o mundo. E não parou depois da oitava terminar e da estátua ter sido devolvida ao seu pedestal. Em várias ocasiões, o perfume misterioso continuou a exsudar e a encher a igreja inteira com a sua fragrância. Existiam incontáveis testemunhas deste evento em Mugnano, mas só foram pedidas as assinaturas das mais notáveis e das pessoas mais instruídas. Os nomes formam uma longa lista no antigo registo de Nossa Senhora das Graças, que não pode ser lido sem uma certa emoção. Embora os meios de informação fossem menos rápidos e em menor quantidade do que hoje em dia, as notícias espalharam-se bastante rapidamente pela Itália e muito além. Isto contribuiu em grande parte para a inesperada popularidade da devoção a Santa Filomena. Teria sido para este propósito que a Providência tinha agido de tal forma? Com tais ocorrências excepcionais, seria a maneira de Deus desviar a atenção dum racionalismo em expansão para a incapacidade da ciência humana explicar tudo? Seja qual for o caso, Deus mostrou aqui, da mesma forma como fez em Lourdes e em outros lugares, que Ele se manifesta quando Ele deseja no mundo, que é obra sua. A confiança dos crentes foi aumentada por estes eventos, e os críticos – sempre intrigados por provas tangíveis – foram capazes de ver, tocar, descobrir o conteúdo dos seus corações. Multiplicação extraordinária O bispo, feliz, decidiu enviar as desejadas pequenas parcelas imediatamente a várias paróquias em relicários que ele lacrou pessoalmente. Para este piedoso trabalho o prelado chamou o seu vigário geral no bispado, juntamente com o cantor principal, dois cânones da catedral, vários eclesiásticos, e vários criados de casa. Tinham sido feitos cento e trinta relicários, mas foi notado com estupefacção que a pitada de pó enviada de Mugnano não diminuiu em tamanho à medida que era distribuída. Parecia permanecer completamente inteira no pequeno recipiente no qual tinha sido depositada no momento da sua recepção. Seria isto alguma espécie de ilusão? Tentou-se descobrir. Muito atentamente, eles procederam a outra distribuição. Desta vez não era possível haver duvidas. Uma maravilha inegável estava acontecendo mesmo perante os olhos do bispo e dos seus assistentes. Tinham sido levados muitas parcelas, mas os restos sagrados permaneceram inesgotáveis no seu recipiente. Os que estavam presentes estavam profundamente comovidos. Monsenhor Basilici, reconhecendo isto como sendo uma intervenção dum poder sobrenatural, decidiu fazer um terceiro teste para prova posterior. Ele convocou outros membros do clero e algumas das celebridades da sua diocese. No dia prescrito todos eles foram para o palácio do bispo para o qual o Monsenhor também tinha trazido outro bispo local para verificar a experiência com ele. Desta vez, eles empregaram um procedimento simples, directo. Eles colocaram dois envelopes face ás testemunhas: num deles estava o pó enviado de Mugnano; no outro, mas em quantidade ligeiramente menor, estava o pó dos ossos de vários mártires. A distribuição começou. Foram retiradas parcelas em quantidades iguais de ambos os envelopes e foram colocados em relicários diferentes. Naturalmente, todos os olhos estavam bem abertos; e a intensa curiosidade imobilizava os observadores. O trabalho delicado, meticuloso continuou até os restos dos vários mártires se extinguirem. Quando o envelope que os continha ficou vazio, observou-se que o conteúdo do outro estava na mesma com o antes. Não seria isto um milagre? A maioria das testemunhas pensou assim, e assim as pessoas o proclamaram. Dali em diante, o Bispo de Nepi acolheu favoravelmente todos os pedidos que lhe eram dirigidos. Eles eram cada vez mais numerosos cada dia que passava, à medida que a fama da maravilha se expandia. O número de parcelas expedidas era tão grande que, de acordo com o testemunho do prelado, podia ser qualificado como "incrível." A Prudência de Gregório XVI O Bispo de Nepi também mencionou que quando ele tinha ido para Mugnano no dia 31 de Maio de 1835, venerar os Sagrados Restos dos quais algumas parcelas tinham sido tão maravilhosamente multiplicadas perante os seus olhos, ele tinha relatou o incidente ao Núncio Apostólico de Nápoles, Monsenhor Ferretti. Aquele prelado tinha confiado nele, "deve ser a mesma multiplicação que aconteceu nas minhas mãos, já que o pó das relíquias da Santa mártir que eu também recebi de Mugnano era uma quantidade muito pequena; não obstante, depois de distribui-lo entre muitas pessoas, ainda sobrou algum." Ao relatório dele o bispo anexou a lista de distribuições feita em Nepi, em Junho e em Julho, com as datas e nomes das testemunhas. Houveram quinhentas destas distribuições. Ele anotou cuidadosamente as formalidades canónicas que tinham sido observadas sob tais delicadas circunstâncias. Deixando Mugnano e Nápoles, o Monsenhor Basilici foi para Roma onde o Santo Papa o esperava. A fama da Virgem mártir já era grande na cidade dos Papas. No dia 16 de Junho de 1835, ele foi recebido por Gregório XVI que desejou saber dos factos directamente duma testemunha ocular autorizada. Ele próprio explicou o caso. O Santo Papa escutou atentamente a exposição do prelado, até mais pequenos detalhes, e questionou-o acerca das circunstâncias que rodeavam as várias provas. O Monsenhor Basilici presenteou Gregório XVI com a caixa que continha as relíquias, o documentário das evidências, e as cópias de tudo aquilo tinha acontecido durante a multiplicação dos pós. Profundamente comovido, o Papa mandou o Cardeal Perfeito da Congregação dos Ritos examinar a caixa e estudar a narrativa do bispo e o corpo de testemunhas para proceder a um novo teste que não omitiria qualquer garantia de autenticidade. No dia seguinte, 17 de Junho, uma comissão composta por numerosas personalidades do Tribunal Pontifico e da cidade foram solenemente reunidas. Como o Cardeal Pedicini, o perfeito, estava ausente, o Cardeal Galiffi, vice-prefeito, presidiu. Todos as testemunha foram colocadas sob juramento. Chegara o momento dum teste final decisivo. O cardeal removeu pessoalmente as parcelas, retirando quarenta e cinco. O prodígio continuou. A experiência era conclusiva. Os documentos tinham dito a verdade! E assim foi nesta ala do Palácio Apostólico, tal como em Sutri e em Nápoles, tal como na própria Roma, dois dias antes, as relíquias de Filomena "voltaram do seu lugar de descanso, à vida". Como poderia alguém explicar tais coisas sem levar em conta a mão de Deus? Contudo Gregório XVI ainda não desejava fazer uma declaração. Quando a Congregação dos ritos chegou ao Palácio Quirinal para examinar, "com toda a acostumada atenção, os vários motivos expostos pelo Reverendíssimo Bispo de Sutri e Nepi, em conformidade com as ordens do Santíssimo Papa, para obter da Santa Sé Apostólica um Oficio com Missa do comum das Virgens e Mártires em honra de Santa Filomena, cuja devoção se espalhou por todos os cantos do mundo, inclinou outros prelados a fazer o mesmo pedido," os membros daquele venerável grupo não deixaram nenhum assunto pendente nas suas discussões. Um documento oficial testemunha que o facto de depois de tudo ter sido “submetido a um detalhado exame (e) terem sido deliberadamente ponderadas determinadas circunstâncias especiais no caso em questão", a Congregação era da opinião que “Havia uma razão para dar uma resposta favorável ao Oficio, Missa do comum, e quarta Lição própria ao rito duplo menor." O manuscrito menciona alguns eventos excepcionais relativos à devoção à virgem mártir. Esta deliberação de aprovação data de 6 de Setembro de 1834. Mas não foi fácil obter a assinatura de Gregório XVI, até mesmo depois do Cardeal-Prefeito o ter informado da discussão. O Papa esperou três anos; seguiu atentamente o movimento da crescente devoção, depois mandou examinar os factos e discutiu-os mais uma vez. Além disso, ele quis provas que o tocassem pessoalmente, como foi o caso. De facto até esse ponto, o Santo Padre era simpatizante para com a devoção à jovem santa, mas nada mais. Em Março de 1834 ele dignara-se a conceder uma bênção pessoal a um quadro de Santa Filomena que seria exposto num santuário em Roma; ele também enviou para Mugnano um sumptuoso cálice e um precioso medalhão que traz a sua efígie.
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